Água limpa para todos

Por Rita Nardy

Este é o mote central dos debates da Semana Mundial da Água que acontece entre 17 e 23 de agosto, em Estocolmo, na Suécia. O encontro pretende focar a discussão nos temas saneamento e higiene e mostrar ao mundo que não é possível discutir sustentabilidade sem mudar a forma que usamos e conservamos o recurso.

A quantidade de água disponível no planeta é sempre praticamente a mesma. O que pode variar é a sua disponibilidade e a sua qualidade. O problema dessas variações é que a nossa crescente população de mais de 6 bilhões de pessoas precisa usar todos os dias água limpa, de boa qualidade e em quantidade suficiente para suprir as suas necessidades – beber, tomar banho e cozinhar, além da água utilizada na agricultura, na criação de animais e na produção dos mais diversos tipos de produtos. Sem mencionar ainda a água que mantém vivos os ecossistemas naturais.

Os dados apresentados pela organização do encontro não são novos, mas impressionam. E não deixam dúvidas – se é que alguém ainda as tinha – sobre a relevância do tema. Hoje, um terço da população mundial vive sem instalações sanitárias adequadas. Por falta de saneamento e água potável 7.500 pessoas morrem por dia e cerca de 1,5 milhão de crianças morrem todos os anos. No Brasil, a situação também não é das melhores – apenas 33,5% dos domicílios têm serviço de coleta de esgoto (PNSB – 2000, do IBGE). Os mais prejudicados pela falta do serviço, assim como no resto do mundo, são as crianças de 1 a 6 anos, que sofrem com as doenças causadas pela falta de higiene.

Outro apelo dos especialistas, além de investir em saneamento ambiental para todos, é que repensemos o consumo da água no nosso dia a dia. O objetivo é o mesmo: que o risco de escassez num futuro próximo diminua. Isso porque a conseqüência do desperdício e da contaminação aparece na forma de rios secos e poluídos, queda nos níveis de águas subterrâneas e má distribuição do recurso em todo o mundo. De acordo com dados da ONU, hoje, um quinto da população mundial já sofre com a falta de água. E este número deve chegar a 30% da população mundial, em 2.025.

Os mesmos riscos correm aqueles que usam água demais e aqueles que já sentem a sua falta. Vale a pena pensar no assunto. Escassez e desperdício parecem ser faces da mesma moeda. A água poluída e desperdiçada custa caro para a sociedade (e para o nosso já comprometido sistema de saúde…), custa caro para o indivíduo e para a saúde do nosso planeta.

Para saber mais sobre as discussões em Estocolmo, acesse: http://www.worldwaterweek.org/

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