Mudanças climáticas, um assunto de todos

O presidente da Confederação das Indústrias Britânicas (CBI, na sigla em inglês), Martin Broughton, lançou, no Brasil, em cerimônia realizada no dia 2 de setembro, o relatório “Mudanças Climáticas: um assunto de todos”. A publicação reúne as conclusões e respostas de algumas das principais empresas sediadas no Reino Unido, que avaliaram os benefícios econômicos e custos de diferentes alternativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2030, para que o país consiga atingir a meta do governo britânico, de reduzir em 60% as emissões até 2050 em relação aos níveis estabelecidos em 1990.

O objetivo do trabalho é tornar-se um catalisador para uma economia de baixo carbono e impulsionar o setor privado. O relatório foi elaborado ao longo de dez meses pelo Grupo de Trabalho sobre Mudanças Climáticas da CBI, com base em extensa pesquisa encomendada à Mckinsey.

Depois da repercussão obtida no Reino Unido, e a divulgação na Índia, China e Bruxelas, traduzido nas respectivas línguas, o relatório revela a necessidade de uma mobilização mundial para que sejam formuladas agendas climáticas em todos os países. De acordo com a publicação, as transformações só ocorrerão se governo, empresas e sociedade trabalharem juntos.

“O consumidor é realmente a mola propulsora para as mudanças, ele representa cerca de 7% a 8% das emissões e constitui o ponto crítico. O governo tem que criar a estrutura para promover mudanças, e não simplesmente ver isso como fonte de dinheiro e taxação. Por sua vez, o setor empresarial tem que tentar incorporar as políticas de mudanças climáticas em seu DNA e buscar alternativas. As empresas inglesas já reconhecem que investir na redução de emissões é um custo necessário”, explicou Broughton. A adaptação às mudanças trará oportunidade de negócios em todo o mundo. Esse mercado poderá atingir US$ 1 trilhão em todo o mundo. Já no Brasil, ele acredita que existe um potencial para as empresas britânicas investirem em novas tecnologias.

Ainda de acordo com o presidente da CBI, o Brasil precisa fazer a sua própria curva de custo, como ocorreu na Inglaterra, e assim obter a redução das emissões. É preciso observar as oportunidades locais e investir em energias limpas. Também aconteceu o anúncio de que a CBI e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) buscarão alternativas para reduzir as emissões de GEE nas cadeias produtivas brasileiras. Além da idéia de estabelecer um grupo multidisciplinar para debater iniciativas que têm sido desenvolvidas no país.

O evento contou com a participação de John Hutton, ministro de Negócios, Empreendimentos e Reforma Regulatória do Reino Unido; Francelino Grando, secretário de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; José Augusto Coelho Fernandes, diretor-executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Marina Grossi, coordenadora da Câmara Técnica do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

O relatório em português está disponível para download no link: http://www.avtclient.co.uk/climatereport/

(Paulo César Pereira)

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