Natura lidera ranking dos melhores relatórios de sustentabilidade do Brasil

O relatório de sustentabilidade da Natura, lançado em 2008, alcançou a maior pontuação dentre as centenas de relatórios brasileiros avaliados pela pesquisa Rumo à Credibilidade, realizada pela consultoria SustainAbility em parceria com a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS). O estudo, que faz parte do programa Global Reporters, foi divulgado ontem (9) e está disponível para download no site www.fbds.org.br.

Os relatórios que completam o ranking top ten brasileiro são (pela ordem): Suzano Petroquímica, Ampla, Coelce, Banco Real, Energias do Brasil, Sabesp, Bunge, Celulose Irani e Banco Itaú. A Report Comunicação participou da produção de cinco desses relatórios, inclusive do da Natura.

Segundo Jodie Thorpe, Diretora do Programa Economias Emergentes da Sustainability, a qualidade dos relatórios foi avaliada de forma objetiva. Para cada aspecto estudado – “gestão”, “governança e estratégia”, “apresentação de desempenho” e “acessibilidade e verificação” – foi atribuída uma pontuação, que variava de 0 a 4. A somatória dessas pontuações gerou um percentual final. A Natura chegou a 54%.

Apesar de apontada como líder de relato de sustentabilidade no Brasil, com esse percentual o relatório da Natura se posiciona pouco abaixo da média de pontuação dos relatórios de outros países – a British Telecom, empresa de telefonia da Inglaterra e campeã do ranking internacional, conquistou 80% com a mesma metodologia de avaliação.

Segundo o diretor da Report Comunicação Álvaro Almeida, a baixa pontuação dos relatórios brasileiros “reflete o estágio inicial da gestão de sustentabilidade das empresas”. Relatos transparentes, portanto, mostram que a maioria das companhias do Brasil ainda dá os primeiros passos para incorporar a agenda da sustentabilidade a sua estratégia de negócios. Essa deficiência também foi apontada pelo estudo como o principal “ponto fraco” dos relatórios avaliados, assim como a falta de foco nos temas materiais, que influenciam a atuação presente e futura dessas companhias.

Outros pontos a serem melhorados, de acordo com a pesquisa, são o excessivo número de páginas – em média 161 no Brasil, frente às 60 páginas que compõem os relatórios internacionais -, a pouca utilização de websites como plataforma complementar de comunicação e a baixa freqüência em que são apresentadas metas quantitativas de desempenho e notícias ruins ou falhas na gestão das empresas.

A publicação Rumo à Credibilidade traça, ainda, algumas perspectivas para o futuro. Segundo o estudo, a estratégia de negócio e a sustentabilidade estarão estreitamente integradas, o que exigirá um sistema interno de gestão e não mais um processo de coleta anual de dados. As informações relativas à sustentabilidade serão incorporadas aos principais canais de comunicação e estarão implícitas nos produtos, marcas e contratos. E os relatórios de sustentabilidade que tenham “um fim em si mesmos” – a maioria, hoje – irão desaparecer ou encolher expressivamente.

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