Mudanças à vista nos EUA?

Pouco tempo após a posse do festejado presidente Barack Obama, os Estados Unidos já sentem algumas diferenças importantes no que diz respeito ao meio-ambiente. Algumas das decisões tomadas pelo antecessor George Bush estão sendo revistas. Uma delas é que a Califórnia e outros 13 estados norte-americanos já podem definir a quantidade de gases poluentes que passarão a emitir.

A temperatura do planeta tem aumentado gradativamente nos últimos 10 anos, principalmente por conta da emissão dos gases de efeito estufa (GEEs), que passaram a ser liberados na atmosfera em maior escala, desde a Revolução Industrial. Os EUA são responsáveis por nada mais, nada menos do que 30% dessa emissão e lideram o ranking mundial.

Dentre as medidas que poderão ser tomadas no país, de acordo com as novas leis assinadas pelo recém-eleito presidente, estão a produção de veículos mais econômicos e a criação de empregos ligados à “economia energética”.

Obama afirma que as medidas serão tomadas principalmente com o intuito de combater o aquecimento global. O presidente disse ainda que o país não pode ser refém dos recursos, cada vez mais escassos, de regimes hostis e de uma Terra cada vez mais quente.

Uma das questões em discussão é a possível adesão do país ao Protocolo de Kyoto, o que seria uma mudança radical de importância histórica em relação à posição tradicionalmente tomada pelos Estados Unidos: a de solenemente ignorar o acordo internacional que prevê que, entre 2008 e 2012, os países desenvolvidos reduzam suas emissões em 5,2% em relação aos níveis medidos em 1990.

O diretor executivo da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas (ONU), que deu origem ao Protocolo de Kyoto, Yvo de Boer, espera que o novo presidente tenha uma postura mais favorável e ativa, em prol da proteção do planeta. Cheio de boas intenções, Obama tem planos de diminuir em 80% a emissão de GEEs até 2050.

Bouer, entretanto, não esconde seu ceticismo e, em conferência na cidade de Pequim, afirmou acreditar ser improvável que a nação norte-americana assine o Protocolo, principalmente pela grande dificuldade que o país teria em se adaptar às metas acordadas até agora. Com o peso de ter a esperança de todo o mundo depositada sobre as suas costas, agora resta esperar para ver até onde Obama vai conseguir nos surpreender.

(Paula Andregheto)

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